quinta-feira, 11 de novembro de 2010
OFICINA ESCOLA - O QUE PENSA, O QUE FEZ, O QUE FAZ E O QUE PRETENDE FAZER (1993-2000)
O NOSSO DOCUMENTÁRIO
O nosso documentário “Adolescente, Cidadão, Direitos e Ação” detalha a história da Oficina, o contexto social em que ela está inserida, o planejamento estratégico, o Programa SOL-SA (Seleção, Organização, Limpeza, Saúde, Autodisciplina-estima), os resultados obtidos e a Oficina nos meios de comunicação.
ESTE CADERNO É UMA SÍNTESE DESSE DOCUMENTÁRIO.
1a - A REALIDADE, OS DESEJOS, AS CRENÇAS E DIRETRIZES
QUE NORTEIAM AS NOSSAS AÇÕES.
1b - EIXOS DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BETIM
1c - EIXOS ESTRATÉGICOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO -
1d - EIXOS DA ESCOLA DEMOCRÁTICA
1e - A OFICINA-ESCOLA
1f - OS NOSSOS SONHOS
1g - A NOSSA MISSÃO
2a - ONDE ESTAMOS EM RELAÇÃO AO QUE QUEREMOS
3a - O NOSSO PROJETO
3b - COMO ENTENDEMOS UM PLANEJAMENTO
3c - PARÂMETROS ESTRATÉGICOS
3d - OS OBJETIVOS
3e - ESTRATÉGIAS
4a - CRITÉRIOS DE SELEÇÃO PARA MATRÍCULA DO
ADOLESCENTE NA OFICINA:
5a - O QUE JÁ FIZEMOS:
6 - OS APRENDIZES RECEBEM:
7 - AVANÇAMOS:
8 - A OFICINA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO:
9 - DENTRE OUTROS DESAFIOS:
10 - AINDA CONTINUAMOS A PERGUNTAR:
11 - EXPEDIENTE
ANEXO I – PROGRAMA SOL
ANEXO II – UM PLANO MENSAL
AS QUESTÕES QUE GERAM O NOSSO PLANEJAMENTO
O que queremos? | Nossa identidade Nossa realidade Nossos sonhos (rumo, desejos, propósitos, visão). Nossa missão |
Onde estamos em relação ao que queremos? | Entendendo a nossa realidade A distancia entre o que queremos e o que temos |
O que devemos fazer para chegarmos ao que queremos? | Como vamos (nosso caminho e nossos passos, nosso projeto). O cumprimento da nossa missão |
1a - A REALIDADE, OS DESEJOS, AS CRENÇAS E DIRETRIZES QUE NORTEIAM AS NOSSAS AÇÕES.
Betim é uma cidade típica de 3º mundo com industrias de ponta perfeitamente enquadradas no modelo globalizado. No seu contorno se aglomerou um cinturão de miséria nas vilas e favelas que possuem um grande número de excluídos sociais.
A sua taxa de crescimento populacional anual foi de 7,88% em 1996. A cidade recebe, anualmente, cerca de 20.000 (vinte mil) imigrantes. Em 1980, poucos anos depois da chegada da FIAT Automóveis, a sua população era de aproximadamente 84 mil habitantes e no ano de 1999, já ultrapassou os 300 mil. A população de maior poder aquisitivo está em torno de 30% do total de habitantes.
O modelo econômico implantado, nos últimos 30 anos, fez da cidade uma selva de pedras. Um polo de atração que recebe milhares de pessoas oriundas das áreas rurais. Todos trazem na bagagem a ilusão de conseguir um bom emprego e ficar rico, embora o nível de qualificação profissional seja muito baixo. É comum, entre os imigrantes, muitos analfabetos.
O desemprego e o subemprego está aumentando muito nos últimos anos. Somam-se a essa situação a desestruturação da família e a quebra do vínculo familiar de crianças e adolescentes; a solidão no meio da multidão e o consequente desencanto com a cidade e com as pessoas.
A consequência desse crescimento desordenado é o sofrimento dos jovens sem perspectivas de vida. Muitos se tornam revoltados, perambulam pelas ruas, encontram todo tipo de pessoas, tornam-se alvos de pessoas inescrupulosas que conduzem aos perigosos caminhos da criminalidade. A criança, o jovem, nessa realidade, está em situação de risco. A sua integridade está ameaçada.
Em 1993 a frente Betim Popular, liderada pela professora Maria do Carmo Lara, venceu as eleições municipais. A visão a partir daí era democratizar os serviços públicos e levar os seus benefícios, com qualidade, às camadas mais pobres. Saúde e educação tomaram novas dimensões. As crianças, os jovens e os idosos receberam atenção especial.
Em 1997 a Frente Betim Popular venceu outra vez as eleições, sendo eleito o vice-prefeito Jésus Lima. Jésus ampliou ainda mais os programas em favor dos mais humildes e recebeu o prêmio Prefeito Criança da Fundação Abrinq.
As nossas ações se ligam aos eixos do governo como um todo e aos da Secretaria da Educação em particular
1b - EIXOS DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BETIM
(2º Mandato do Governo Betim Popular)
· Ampliação da participação popular.
· Integração da cidade física e culturalmente.
· Consolidação do Programa de Geração de Renda e Emprego.
· Melhoria da qualidade dos serviços.
1c - EIXOS ESTRATÉGICOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO -
(DEMOCRATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO)
· Universalização do Ensino Fundamental.
· Melhoria da qualidade de ensino.
· Garantia da permanência e da continuidade dos alunos na escola.
· Valorização dos profissionais da educação.
· Acesso igualitário às informações.
· Fortalecimento das interfaces da SEED com outros setores.
1d - EIXOS DA ESCOLA DEMOCRÁTICA
· Democratização da Escola Pública.
· Implementação de uma política de educação inclusiva.
· Desenvolvimento de uma política de formação permanente dos profissionais de educação.
· Reformulação dos princípios e procedimentos da Educação Básica.
· Construção de um projeto de escola noturna que atenda às necessidades dos jovens e adultos trabalhadores.
1e - A OFICINA-ESCOLA, junto com o Centro de Apoio, o Programa Bolsa Escola, o Prosa, a Divisão de Merenda Escolar, as equipes de Inclusão, Democratização e Educação Básica da Divisão Pedagógica, constituem as frentes de trabalho em direção ao cumprimento das estratégias estabelecidas.
O QUE QUEREMOS tem a ver com este contexto.
O que visualizamos agora e lá na frente é o jovem, hoje acuado e quase esmagado, sem rumo, sem vivência e convivência, fugindo de si mesmo e perambulando entre as drogas e a violência, sofrendo por não experimentar a compreensão, o carinho ou afeto dos seus semelhantes... visualizamos este jovem saindo para uma vida mais leve onde ele vai abrindo o seu caminho e aprendendo com os acertos e desvios.
Somos como um piloto que deseja levantar vôo de um lugar e chegar no outro. Sabemos que para chegar lá, não basta apenas o desejo. É preciso ter um bom plano de vôo e disciplina em seguí-lo. Um desvio de rota o deixará distante de seu objetivo. É assim na vida quando desejamos realizar os nossos sonhos.
1f - OS NOSSOS SONHOS
(que se misturam com desejos, propósitos e visão de futuro)
· Ser um lugar que os adolescentes gostem e se orgulhem dele cada vez mais
· Ser, cada vez mais, referência de qualidade, atendimento e economia.
· Ser, cada vez mais, um lugar onde os princípios do amor e da honestidade e da paz, fiquem no centro de suas ações.
· Ser, cada vez mais, um lugar verde, florido, limpo, organizado e harmônico.
· Sermos agentes capazes de transformar os que convivem conosco em pessoas que acreditem na vida com mais dignidade.
· Ser um agente de mudanças da cultura do desperdício.
1g - A NOSSA MISSÃO
ACOLHER ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE RISCO E AJUDÁ-LOS A INTERNALIZAR VALORES QUE OS HABILITEM A VIVER E CONVIVER.
2a - ONDE ESTAMOS EM RELAÇÃO AO QUE QUEREMOS
Não temos dados precisos se os adolescentes que acolhemos de fato internalizaram valores que os habilitem a viver e a conviver com eles mesmos e com a sociedade, se eles passaram a lutar pelos seus direitos e se esses direitos passaram a ser respeitados por essa sociedade que cobra cidadania mas não respeita os direitos do cidadão.
De 1993 para cá, as vagas nas escolas foram universalizadas. De 25 escolas com 25 mil alunos, passamos para 52 escolas com 56 mil alunos.
A repetência caiu de mais de 30% para a casa dos 5% e a evasão desceu de 11 % para menos de 5%. A Oficina fabricou mais de 70 mil móveis escolares e a demanda diminuiu mais de 70%. Cegos, surdos, mudos, sindrômicos, jovens e adultos excluídos, em geral, foram recebidos nas escolas, creches e abrigos do município.
Projetos de geração de renda foram multiplicados pela Secretaria de Desenvolvimento Social e mais de 5.000 famílias recebem cestas básicas mensalmente e acompanhamento regular através do Programa Bolsa Escola. O Programa de Iniciação ao Trabalho, PINT e as Casas Renascer do Sol, acolhem centenas de jovens em situação de risco.
O problema, todavia, não foi resolvido. O desemprego é alto, a violência não diminuiu, a cidade está toda pichada, não temos uma vara da infância e da juventude, na cadeia de fundo de delegacia se misturam criminosos comuns e jovens que entraram em conflito com a lei. Os poucos adolescentes que são pegos já formam um contingente de mais de duzentos processos no Fórum da cidade – além disso, continuam chegando os 20 mil imigrantes sem qualificação, procurando trabalho e os serviços de saúde e educação.
Mesmo assim, QUEREMOS ACOLHER MAIS JOVENS E DIMINUIR OU ELIMINAR OS RISCOS QUE ELES ENFRENTAM.
Fazemos a 3ª pergunta: “O QUE DEVEMOS FAZER PARA CHEGAR AO QUE QUEREMOS?”
3a - O NOSSO PROJETO
A partir das necessidades detectadas, das reflexões sobre a nossa prática, elaboramos, coletivamente, o nosso projeto e, semanalmente, reunimos para avaliar sua execução e propor a sua melhoria.
3b - COMO ENTENDEMOS UM PLANEJAMENTO
· Estamos conscientes dos resultados que desejamos alcançar. O nosso esforço e atividade serão no sentido de alcançar esses resultados.
· As pessoas que compartilham conosco do mesmo interesse se reuniram conosco para se inteirarem a respeito desses resultados.
· O nosso plano é organizado visando interesses comuns, mais que interesses especiais.
· Baseamos na realidade atual, mas temos uma visão de futuro.
· O processo de planejamento envolveu a consideração de crenças, uma declaração de missão, imposição de limites ao próprio plano, exposição de objetivos, estratégias para alcançar esses objetivos e planos de ação para cada estratégia.
· Toda ação é acompanhada de uma reflexão sobre o seu sentido. Pergunta-se : Por que soldar ou rebitar uma carteira? Porque molhar um jardim? Por que visitar uma família? Por que acolher mais um jovem? Por que acolher adultos alcoólatras?
3c - PARÂMETROS ESTRATÉGICOS
Para chegar aos nossos objetivos:
· Não rotularemos as pessoas.
· Não permitiremos intolerância para com os outros.
· Não seremos paternalistas.
· Não seremos autoritários.
· Não admitiremos que tradições restrinjam inovações.
· Não permitiremos que a vida fique ainda mais pesada.
3d - OS OBJETIVOS |
Transformar a missão em ação produzindo resultados é o fim dos objetivos. Um número limitado de objetivos concentra sua atenção em itens importantes que podem ser medidos. Escolhemos os seguintes:
DENTRO DE 04 ANOS (DE JANEIRO DE 1997 A DEZEMBRO DE 2000) NOSSA MISSÃO ESTARÁ MAIS PRÓXIMA DO CUMPRIMENTO SE NÓS TIVERMOS:
1- Oferecido aos adolescentes em situação de risco:
a)atividades ocupacionais de marcenaria, carpintaria, serralheria, informática, trabalhos manuais (brinquedos pedagógicos, apagadores, porta-canetas, etc) aproveitando resto de material;
b) atividades educacionais em forma de aulas supletivas e palestras, filmes, excursões, criação de aves, horticultura e outros:
c) atividades de lazer e cultura (esporte, música, teatro) visando melhoria da auto-estima, socialização e reintegração à sociedade enquanto evidenciado em medidas subjetivas e objetivas.
2- Acompanhado os aprendizes junto às escolas que freqüentam obtendo dados sobre o seu progresso e proporcionando a devida correção;
3- Proporcionado aos servidores ambiente energizante a partir do sentimento de apropriação do trabalho, solucionando problemas e conflitos de forma coletiva.
4- Capacitado 100% do quadro de servidores no que diz respeito ao crescimento do ser humano e uso da tecnologia moderna.
5- Fabricado e recuperado móveis e materiais escolares com segurança, rapidez, perfeição e economia atendendo às necessidades educacionais;
6- Oferecido aos estabelecimentos de ensino municipais e conveniados, móveis e materiais de qualidade.
3e - ESTRATÉGIAS
A FIM DE ALCANÇAR NOSSOS OBJETIVOS, NÓS: 1. . EFETIVAREMOS A EDUCAÇÃO DOS APRENDIZES 2. . PROPORCIONAREMOS UM AMBIENTE DE TRABALHO DE QUALIDADE AOS APRENDIZES E SERVIDORES. 3. ORGANIZAREMOS A PRODUÇÃO 4. DAREMOS SUPORTE AO PLANO |
DOS APRENDIZES
O QUÊ | QUEM | COMO |
EQUIPE | ||
Contribuir com o Projeto da SEED (Escola Democrática, ênfase educação inclusiva) | Escola | Participando dos trabalhos da Div. Pedag. Seed |
Contribuir com o Projeto Pedagógico das Escolas (ênfase nas receptoras dos aprendizes da Oficina) | Escola | Participando com divisão Pedagógica Seed |
Oferecer atividades de marcenaria, carpintaria e serralheria, de informática e trabalhos manuais | Todas as equipes | Através de práticas organizadas |
Proporcionar aulas supletivas | Escola | Aulas de 02:00 h |
Acompanhar vida escolar dos aprendizes | Equipe Escola | Visitas |
Proporcionar ativid. extra-classe: 1. Palestras 2. Exibir vídeos 3. Excursão 4. Teatro, artesanato e música 5. Atividades agrícolas 6. Atividades esportivas | Escola | Convites Exibição de vídeo P.O de excursão Oficinas Orientação Orientação |
Noções de culinária (regular e alternativa) | Escola | Aula prática |
Realizar mini-reflexões (religiosa, filosófica, etc) | Coordenação | Falas e leituras antes do almoço |
Estabelecer convênio com empresas para admissão dos aprendizes | Coordenação | Visitas, correspondência, Anúncio em jornais |
Criar geração de renda | Coordenação | Contato Secretaria de Desenvolvimento. Social/Cursos |
ESTRATÉGIA 02: PROPORCIONAR UM AMBIENTE DE TRABALHO DE QUALIDADE AOS APRENDIZES
E SERVIDORES
O QUÊ | QUEM | COMO |
EQUIPE | ||
Implementar o Programa Sol-SA | Equipe Sol | Avaliando o Programa constantemente |
Implementar Programa de Alimentação | Alimentação PEAE | preparando cardápio semanal, etiquetando os alimentos de acordo com datas de validade, escriturando a merenda escolar (gastos diários) |
Construir jardins | Construção | Cercando, plantando |
Manter jardins e árvores existentes | Sol-Limpeza | adubando, aguando |
Melhorar estrutura física da rua da Oficina | Sol-Limpeza | plantando árvores, fazendo passeio, visitando os vizinhos, limpando |
Fazer acompanhamento médico e odontológico | Sol-Saúde | Marcando consultas, acompanhando |
Instituir Programa: Médico, dentista, empresário, Adote um Afilhado | Sol-Saúde | Contactando médicos, dentistas, empresários |
Manter/acompanh prog. adoção afilhados | Escola | Contactando padrinhos |
Elaborar Plano de capacitação | Escola | Levantando necessidades/compartilhando experiências |
Divulgar a Oficina Escola | Coordenação | Entrevistas, reportagens, folder |
Realizar reuniões de confraternização | Coordenação Escola | Convites |
O QUÊ | QUEM | COMO |
EQUIPE | ||
Planejar a produção | Coordenação | reunião |
Avaliar a produção | Coordenação e Secretaria | relatório de 3 gerações |
Construir galpões | Construção | seguindo planejamento |
Estabelecer convênios com entidades p/ obtenção de rec. financeiros e tecnológicos | Secretário SEED Coordenação | Reunião Contactando Entidades |
Criar ONG (Organização Não Governamental) de apoio à Ofic | Coordenação | Contatos e reunião |
Levantar custo de produção | apoio almoxarifado | Planilha |
Organizar estrutura de suporte à produção | Suporte | |
Capacitar servidores em segurança do trabalho | Segurança | Cursos, palestras, contatos com SESMT-PMB |
DAR SUPORTE AO PLANO
O QUÊ | QUEM | COMO |
EQUIPE | ||
Avaliar o plano | Secretaria | relatório de 3 gerações |
Avaliar, aprimorar e replanejar | Todos | Reunindo semanalmente |
4a - CRITÉRIOS DE SELEÇÃO PARA MATRÍCULA
DO ADOLESCENTE NA OFICINA:
A Oficina Escola Rosalino Felipe visa atender aos adolescentes, de 14 a 18 anos, em situação de risco, residentes em Betim. Devem esses adolescentes se matricular e frequentar uma escola, de qualquer rede de ensino, na série devida.
Deverão eles iniciar na aprendizagem de marcenaria, carpintaria, serralheria, informática, música, trabalhos manuais (brinquedos pedagógicos e outros), participarem das atividades de criação de aves, horticultura, culinária, esporte, e outras atividades ocupacionais de lazer e de cultura.
A triagem e seleção são feitas pela Casa Renascer do Sol I, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, em reunião dos candidatos, onde contarão as suas histórias e escolherão, através do voto, o contemplado com a (s) vaga (s) oferecida (s), considerando os seguintes critérios:
· Tempo de residência em Betim.
· Órfão de pai, mãe ou ambos.
· Composição familiar (nº de irmãos menores de 17 anos).
· Condições de moradia, nº de cômodos, casa própria.
· Renda familiar.
· Situação de risco.
· Matrícula e frequência numa escola.
5a - O QUE JÁ FIZEMOS:
· 157 adolescentes acolhidos e reeducados.
· 9 servidores com problema de saúde acolhidos.
· 14.646 móveis escolares recuperados (entre conjuntos escolares, móveis padrão e diversos fora de padrão).
· 51.350 cadeiras e mesas escolares fabricados (padrão)
· 9.624 móveis escolares fabricados (entre móveis padrão e diversos fora de padrão).
· 04 galpões perfazendo uma área de mais de 500 m2 construídos pelos funcionários.
· 8.339 móveis escolares emprestadas para eventos das escolas municipais, estaduais e de outros setores da Prefeitura.
· 1.300 pedidos de escolas municipais, estaduais, e de outras entidades atendidos.
· Mais de um milhão de reais economizados para os cofres públicos.
· 80% dos jovens acolhidos abandonaram as drogas e mais de 90% passaram a frequentar a escola.
· 70% dos servidores acolhidos abandonaram as bebidas alcoólicas.
· Mais de 80% das escolas passaram a reformar as suas carteiras.
6 - Os aprendizes recebem:
· Diariamente: 1 refeição e 2 lanches
· Mensalmente: meio salário mínimo e 01 cesta básica, vale-transporte
7 - Avançamos:
· Os conflitos são discutidos coletivamente.
· O planejamento coletivo é um hábito cultural de todos os servidores. As ações planejadas são avaliadas semanalmente.
· O programa Sol-SA (seleção, organização, limpeza, Saúde e Auto-disciplina/Auto-Estima) já faz parte da vida da Oficina.
· No dia do orgulho todos falam de seus sentimentos pela Oficina.
8 - A Oficina nos meios de comunicação:
· 08 vezes nos jornais locais.
· 06 vezes nas publicações da PMB.
· 2 páginas numa edição dominical do Estado de Minas.
· 2 páginas numa edição dominical de “O Globo”.
· Selecionado dentre 40 programas brasileiros e destacado como um dos cinco melhores por Herbert de Souza, o Betinho, no programa “Ação e Cidadania - Contra a Fome, a Miséria Pela Vida” e publicado em todos os grandes sistemas de Televisão do Brasil, retransmitido durante dez meses pelas TVs educativas de todo o Brasil.
9 - Dentre outros desafios:
· Construir um ambiente de valores compartilhados de “vencer x vencer “ e não “vencer x perder” ou “perder x vencer” enfraquecendo as posições autoritárias.
· Ter uma visão comum dos comportamentos almejados para criar um ambiente de confiança.
· Resolver ou diminuir as insatisfações dos servidores e aprendizes.
· Conseguir o envolvimento dos responsáveis pelos aprendizes nos planos e ações da Oficina.
10 - Ainda continuamos a perguntar:
· Como aproximar da realidade de vida dos aprendizes?
· O que fazer para que o aprendiz seja ator ao invés de mero expectador nesse processo de “educação”?
· Como enfrentar a rigidez das estruturas e ainda assim estabelecer limites? Mas, limites em quais fronteiras?
· Como enfrentar a cultura anti-inovação? E, já entendemos o que é o novo e o velho?
· Como aproveitar os conflitos para entender o sentido que cada um dá à vida e aos seus arredores?
· Como estimular sonhos, visão e metas em pessoas com baixa auto-estima?
· Como colocar juntos, fábrica e escola, adultos e menores com problemas emocionais (álcool, drogas) e ainda assim “educar”?
· Como fazer a vida ficar mais leve?
11 - EXPEDIENTE
Prefeito do Município de Betim:
Prof. Jésus Lima
Secretário Municipal de Educação e Cultura:
Prof. Eutair Antônio dos Santos
Chefe de Divisão Pedagógica:
Prof. Alfredo Elmer Johnson Rodrigues
Elaboração:
Prof. Isnar Marcil Carneiro
Coordenador da Oficina Escola
Patrícia Akemi Komatsuzaki
Técnico Secretaria
Participação:
Servidores:
Adélia da Silva Rios
Antônio Alexandre dos Santos
Benedito de Souza Farias
Durvalino Lúcio Moreira
Geraldo do Carmo Fernandes
Geraldo Luís da Ressurreição
Isnar Marcil Carneiro
José Alverício
José Evangélico dos Anjos
Marcos Antônio Felipe
Maria Aparecida Lúcia Silva
Maristela da Conceição Barbosa
Matosalem Estevão da Silva
Patrícia Akemi Komatsuzaki
Patrícia Helena Silva
Ubiratan Pereira de Morais
Vanusa Gonçalves Cordeiro
Walter Gonçalves Lima
Wilson Alves Carneiro
Aprendizes:
Bruno Henrique Rodrigues | Jonatan de Souza |
Bruno Renato F. do Carmo | Juliano Ferreira de Melo |
Cristiano Delfino Gomes | Leonardo Pereira Costa |
Daniel Aparecido da Silva | Marcelo Gonçalves Pereira |
Daniel Figueiredo | Marcelo Soares da Silva |
Eduardo F. Soares | Ramoniquete Aparecida |
Eliane Brito de Jesus | Robson Oliveira de Jesus |
Fábio Henrique de Oliveira | Thiago Renner M. Santiago |
Fábio Jube Ribeiro | Tiago de Jesus Barbosa |
Fernando F. Santos | Warley Pereira de Souza |
Gilson Martins | Wellington Gonçalves da Silva |
Hélio Lopes Pereira | Wellington Leandro da Mata |
Isaac Gomes | Willian Antônio de Oliveira |
Jairo José Luiz Ribeiro |
CONCLUINDO
Por meio dessa nossa relação com os jovens esperamos que o objeto, que é o mundo, seja apreendido, compreendido e alterado. Fazemos nossas as palavras de M. Chaui:
“O professor de natação não pode ensinar o aluno a nadar na areia fazendo-o imitar seus gestos, mas leva-o a lançar-se na água em sua companhia para que aprenda a nadar lutando contra as ondas, fazendo seu corpo coexistir com o corpo ondulante que o acolhe e repele, revelando que o diálogo do aluno não se trava com seu professor de natação, mas com a água. O diálogo do aluno é com o pensamento, com a cultura corporificada nas obras e nas práticas sociais e transmitidas pela linguagem e pelos gestos do professor, simples mediador.”
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